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Antes de iniciar a Aventura parte II

12/03/2014 TAC 2014 - Último trecho do deslocamento até Manaus (Humaitá - Manaus - Fotos Participantes da TAC)

 


 

Relato por Sérgio Holanda: Embora TAC comece oficialmente em Manaus dia 17 de Março, parece que se antecipou, graças as chuvas que estão caindo intensamente na região.

 

Nosso comboio estava formado pelas seguintes viaturas: Toyota Hilux (Organização – Sérjão), L200 (Apoio – Matheus e Gustavo), Ranger (apoio – Marcão), L200 (Diulio e Willian), L200 Triton (Jolison Bocca), Wrangler (Afranio e Léo), Wrangler (Raul), Defender 90 (Sérgio, Dylan e Marruco), Troller (Cowboy), Toyota Hilux SW4 (Alexandre e Dudu), Toyota SW4 (Candido e Álvaro), totalizando onze carros e dezenove doidos.


Saímos de Humaitá às 05h00min em ponto, ainda escuro começamos a nos deslocar, como ano passado, achávamos que teríamos alguma emoção até a Vila de Realidade, porem tudo “Natcha Black” como fala nosso amigo Cowboy. Comboio seguiu com toda aquela zona de sempre no rádio, bagunça puxada por Bocca e agitada por Porquinho (Afrânio), cerca de 120km depois de Humaitá pegamos um atoleiro onde Mineirinho inaugurou as atoladas e havia um caminhão andando no guincho. O pessoal que estava no caminhão nos informou que 80km depois a ponte do Rio Murumbu estava embaixo d´água e que não passava, claro que aquilo deu mais animo e passamos a enfrentar nosso primeiro atoleiro e nossa primeira baixa uma das SW4 do pessoal de Pelotas arrebentou a trizeta, pessoal rápido no conserto isolou o sistema  e seguimos em frente, mas agora ela sem 4x4, apenas com pneus 900 e lameiros, que fizeram com que não agarrasse em nada pela frente.

 


Faço uma curva e dou de cara com tudo alagado, toda a estrada engolida, não se via nada, usando a mata como referencia para manter o carro no meio sigo em frente com cerca de 80cm de água, variando um pouco, mas os motores todos trabalhando dentro d´água e depois de alguns minutos chegamos a ponte, aliás nessa hora o Dudu, que estava sentado no guincho da minha Hilux desceu e começou a andar com água na cintura, como todos os carros dentro d´água começaram os zequinhas a se mobilizar para balizar a ponte, uma vez que saindo da ponte eram mais de 8 metros de profundidade até o fundo. Descobrimos que a prancha da cabeceira de entrada tinha sido levada pelas águas, ai fomos pescar pranchas para fazer a cabeceira, paciência nessa hora, pois as pranchas flutuavam e não conseguíamos amarra-las no fundo, precisava pisar para ficarem no fundo até colocar os pneus dos carros. Os carros entrando amarrados um por um em grupos de três. Se não fosse assim a L200 de Matheus tinha afundado na cabeceira quando a prancha correu, mas estava ancorado na frente à atrás, tensa a passagem e no final deu tudo certo graças ao trabalho de todos que estavam ali, uma verdadeira união de parceiros, seguimos em frente com alma lavada, alguns já diziam que tinha valido apena ter rodado tanto pela aventura.

 

 

Quem conhece a BR 319 sabe o quanto peculiar é andar nela, hora a mata comendo a estrada atoleiros, buracos, ponte de madeira podre, calor insuportável e muita paciência, muitas vezes rodando de primeira marcha contando motor, entra e sai de crateras, sentido porrada na suspensão, forçando homo cinéticas e conjunto de transmissão. Haja paciência, mas realmente a BR 319 é algo fora do comum, surreal. Rodamos até anoitecer, paramos em uma das torres da Embratel, farnel providenciado, cerveja e uísque, churrasco, alguns já foram para as barracas devido ao cansaço, outros intrépidos farristas entraram na farra, até começar a chover.  Noite agradável e logo cedo todos prontos para partir, o dia seria longo, mais ainda do que imaginávamos.



Começamos a nos deslocar, sofrido, estrada judiando, daqui a pouco Matheus relata que a L200 aqueceu e parou, analisamos e como resultado junta de cabeçote queimada, pelo menos era o diagnostico momentâneo, mais tarde descobrimos que alguns balancins haviam quebrado, porém a temperatura elevada deveria ser em circunstancia do conjunto peso e trajeto,  agora era rebocar, ficou Cowboy responsável  pelo socorro devido a potencia do Troller e a competência do piloto. Nessa hora dividi o grupo, segui em frente puxando o grupo dos veículos com problemas, L200 sem motor e SW4 em 4x2, distanciamos do outro grupo que estava sendo guiado por Marcão. Estrada judiando de nós e seguindo metro a metro nas pontes podres e que rangiam quando se passava com os dois carros, nessa hora a natureza ajudou e choveu bem, amenizando o calor de Matheus e o sofrimento dos carros. A cerca de 20km da balsa do Igapoaçu encontramos um grupo de Sergipe que estava indo pra Lábrea e passamos as informações do trecho até Humaitá, e eles nos passaram que depois da balsa eram cerca de 47km de trechos ruins e com atoleiros grandes, levaram dois dias para fazer o trecho.

 

 

Chegamos à balsa já no escuro e atravessamos,  eu, Cowboy, duas SW4 dos Gauchos, Matheus sendo puxado e Diulio. Começamos a rodar, comecei a puxar a L200 de Matheus, dando descanso pro Troller e para Cowboy, começaram os atoleiros, pé no porão e a L200 de Diulio atolando sempre devido a altura do solo baixa. Depois de alguns Kms a minha Hilux começou a esquentar, muita lama no radiador, puxando peso dela e da L200 e passamos pra SW4 do Alexandre, uma SW4 preparada para aguentar o extremo com radiador especial e reservatório de Scania, trabalhava gelada. Os atoladores eram imensos, pé no porão, ai a SW4 ficou presa com a L200 ancorando ela, retornei e entrei facão, encostei a frente da Hilux na traseira da L200 e a SW4 puxando na frente, humilhante gritava Matheus no rádio, riamos muito, saiu! A L200 de Diulio sendo puxando por Cowboy nos atoleiros devido a altura livre do solo ser baixa, pneus MUDs 31” originais da Savana e além disso também estava esquentando e assim seguimos a noite e madrugada adentro.


 

Depois que o segundo grupo chegou à balsa, isso porque dividi em dois grupos, seguindo afrente com os veículos problemáticos e Marcão ficando com o restante para guia-los. Após  atravessarem a balsa e 8km depois o rolamento da Ranger de Marcão estourou, como tinha a peça começou a troca, nisso eles escutavam nossa luta pelo rádio lá na frente, resolveram sabiamente acampar. Aliás, não sabia disso, na verdade estava sem comunicação com o grupo, eles nos copiavam, mas não conseguiam nos copiar, foi quando eu e Cowboy retornamos 10km para entrar em alcance de rádio, estávamos mais de 20km a frente deles, ai passaram a informação que o Wrangler de Raul estava fazendo um barulho estranho no motor, que o de Afranio estava falhando, que a Defender do Mineirinho não tinha mais uma bucha inteira na Defender, estava sem freios e sem tração dianteira.

 


Continuamos na esperança de pernoitar no Castanho, mais atoladores de grande extensão nos faziam sofrer, embora também nos divertir. Seguindo afrente e abrindo caminho, por muitas vezes me via surfando na lama, ao meu lado o Gustavo, irmão do Matheus (Meia), dizia que eu estava era gostando daquele sofrimento todo, claro que sim! Amo tudo isso. Muitas vezes o giro era alto e os pedações de barro voavam no teto da Hilux, vidros não via mais nada de tanta lama, uma verdadeira diversão, com pouco de adrenalina devido ser noite e não puder ver opções e sim acelerar.  Logo atrás da minha Hilux vinha o pessoal na SW4 com tração 4x2, mas com vão livre muito alto, a SW4 puxando a L200 de Matheus e cowboy puxando a L200 de Diulio. Mais e mais atoleiros e chegamos ao uma sequencia longa de atoleiros, laterais inclinadas e facões imensos, de virar carro, segui em frente até a Hilux atolar, ai decidimos parar um pouco e esperar o Sol nascer, afinal já eram 2:30hs da manhã, usei o guincho para sair do atolador, paramos na lateral alta da estrada e montamos um pequeno acampamento, tomei um banho, preguiça de aramar barraca, limpo sentei no banco da Hilux e apaguei, acordei deitado nos dois bancos e com as pernas penduradas pela janela para fora da Hilux, tome coluna para guentar! Foi uma dia de grandes emoções e muito, muito Off Road.

 

 

 

 

No dia seguinte descobrimos que paramos a 1km do final dos atoladores, mas quem poderia adivinhar e o cansaço era monstro!  O segundo grupo acordou cedo e começou a enfrentar o que pegamos durante a noite, foi uma sucessão de atoladas e show na lama, Raul e Bocca se destacaram nos resgates e Marcão puxando o grupo com competência e garra! Garra peculiar ao nosso amigo Candango que gritava no rádio “simbora, cambada de corno!!!”

Embora o trajeto de Humaitá até Manaus não fosse parte do roteiro da TAC 2014, era parte do trajeto para se chegar ao começo da TAC e serviu para mostrar os problemas dos veículos e sana-los antes de seguirmos para Serra do Sol, além disso, observar quem é realmente parceiro e trabalha em prol do grupo. Valeu o aquecimento Off Road.



No sábado lavamos os carros no Castanho, veículo limpos, ou quase, para irem revisar e consertar no mesmo dia, já que amizade é algo importante em nosso meio e a noite mesmo a Oficina do nosso amigo Sena – Dakar Auto Center (092-3641-2633), estava aberta esperando os carros e trabalhou o domingo inteiro para que na segunda todos os carros estejam prontos, afinal terça-feira partimos para Boa Vista – Roraima.

 

 

Abaixo segue a situação dos veículos depois desses dias de deslocamento:

- Land Rover Defender 90 – Tração dianteira quebrada, sem freios e calços de suspensão, não poderá seguir com o grupo.

- L200 Savana 2011 – retirada válvula termostática para reduzir aquecimento e regulagem da suspensão.

- L200 GL 2011 – balancins quebrados e falha na bomba injetora, retirada da válvula termostática para reduzir aquecimento.

- Trollers – trocas das pastilhas, óleos contaminados e lama no diferencial dianteiro. Troller Cowboy amortecedor Offshock quebrado na haste.

- Ranger – trocar rolamento de roda dianteiro (feito na trilha), buchas da suspensão dianteira.

- Wrangler Peruano – regulagem dos tuchos e troca das bieletas da barra estabilizadora.

Demais veículos precisaram trocas às pastilhas de freio devido à abrasividade da lama da região e lubrificação geral por passarem mais de 1 hora dentro d´água.

 

(Lama retirada do peito de aço da Hilux de Sergio Holanda)

 

Amanhã começa TAC 2014 com o trecho até Serra do Sol e Roraima. Fique ligado no portal da TAC e confira aqui todos os detalhes da aventura.

 

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