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2o Dia da TAC 2014

19/03/2014 TAC 2014 - Segundo dia da expedição (Fotos: participantes da TAC).

 

 

Relato por Sérgio Holanda: Encontramos os gaúchos em Santa Elena, combinamos de seguir para Serra do Sol separados, eles foram à frente. Alguns problemas na saída e terminamos saindo mais tarde, mas com a intenção de encontrar o pessoal de Novo Hamburgo na entrada da trilha. Como eles tinham o tracklog poderiam ir adiantando. Nosso Guia era o mais indicado de Manaus e também de Boa Vista, inclusive também é mecânico e seria importantíssimo em nossa caminhada.

Entramos no Parque, isso antes passamos por duas Barreiras Policiais, mas não nos pararam, apenas nos questionaram, aliás a mim, onde iria o grupo, mentirinha básica e seguimos em duplas ou trios até a entrada do Parque Nacional. Grupo reunido, fotos, uma oração pedindo por nossa segurança e pronto, estávamos nas estradas de chão seguindo em direção a mais uma grande aventura.

 

 

Seguimos em uma Savana,  “ Gran Sabana”, e chegamos a uma trilha aberta no braço no meio de uma matinha, nosso primeiro obstáculo era atravessar um riozinho com nível de água baixo, mas com um paredão de escalada do outro lado da margem. Fui à frente com o guia, subi, não foi fácil minha Hilux estava com problema de potencia referente ao diesel adulterado, mas consegui subir com certa facilidade. Agora era vez do Peruano Raul, segunda vez na TAC, começou a subir bem, mas depois do meio da rampa deixou seu pneu subir na lateral do barranco, como seu carro possui mais de 300cv não parou de subir, embora gritava pra ele parar não escutou e a frente não segurou mais, iniciou uma capotagem para trás, susto enorme, estava tudo bem com todos, foi apenas um grande susto, mas com sérias avarias, radiador estourado, mola traseira arrancada, amortecedor quebrado, teto de fibra quebrado, etc., na verdade menos coisas ruins do que se podia imaginar após um acidente como esse.



Prontamente todos ao redor foram socorrer Raul e Jessika, estavam bem, depois desvirar o veículo e os Pelotenses, que trabalham com mecânica automotiva, começaram a tentar fazer o veículo funcionar, coisa que realmente fizeram e ficou acertado que o Guia levaria com Meia (Mateus Cardoso) o Peruano até a cidade e lá ele ficaria uns dias se recuperando do susto e o veículo sendo arrumado para se juntar ao nosso grupo na segunda fase. Aguardaríamos o retorno de Meia e o Guia Evandro. Alexandre, líder do grupo Pelotense queria levar Raul até a cidade, mas expliquei como seria feito e ele concordou. Porem Alexandre, de natureza muita agitada e imprevisível, disse que não abandonaria o Peruano e que retornaria com ele para poder consertar o Wrangler. Após os primeiros obstáculos vi que não seria possível aquele Wrangler passar na maioria dos obstáculos devido a sua bitola. Na primeira mata que atravessamos teríamos de cortar arvores para que fosse possível passar, além disso as subidas com paredões laterais fariam com que o pneu subisse nas laterais e o veículo virasse, assim como foi da primeira vez, só que com um agravante, com quedas acima de 100 metros de altura, um verdadeiro pesadelo.

Veículos Preparados: Serra do Sol é uma trilha com aproximadamente 117km, porém em um grupo grande leva em torno de dois dias para chegar. Claro que alguns problemas nos veículos nos atrasaram um pouco, mas também é uma trilha que não permite abuso do veículo, se não quebra, e quebrar no meio do nada é um grande pesadelo! O veículo ideal para Serra do Sol é um 4x4 com bloqueio de diferencial ou diferenciais ou  um bloqueio inteligente, guincho e pneus Muds com pelo menos 33”x10,5“, mas principalmente um veículo que seja extremamente confiável e bem revisado.

 

Porem acima de tudo o mais importante para chegar a Serra do Sol é ter paciência e muita atenção por onde anda. São subidas com inclinações acima de 45 graus em cima de pedras soltas, terra fofa e buracos que se cair tomba o carro, virar para trás fará com que capote por mais de 30 metros, passagens nos rios que se não tiver cuidado e sair do trilho cairá em um buraco e a correnteza levará seu carro. Não, não estou querendo assustar ninguém, mas fazer essa trilha não é para qualquer um, simplesmente é um grande desafio para maquina e para a mente, superar os obstáculos e superar o medo é algo que se faz a cada quilometro. Aqui realmente não é lugar para fracos!

 

Cerca de 95% dos presentes no comboio dizem é que nunca mais voltarão, outros 5% dividem-se entre talvez um dia ou sim voltarei, aliás acho que só eu penso em voltar aqui brevemente. Não é porque não vale a pena, mas estar 100% do tempo sobre um estresse constante de acidente eminente, quebra de carro e medo de acontecer algo é permanente, claro que em muitos momentos as belezas impar dessa local nos fazem viajar e esquecer por alguns momentos do sofrimento psicológico que passamos.

 

 

No decorrer do primeiro dia, após o acidente com o Wrangler de Raul, todos tinham um pensamento unanime de que se ele ou os “Pelotas” continuassem o trajeto teríamos um acidente grave, seja pela incapacidade técnica do Wrangler da Raul, muito preparado para esse trajeto ou pela jeito destemido e falta de obediência nas ordens demandadas pela organização do Alexandre e a altura excessiva das SW4 de Pelotas. Na verdade tudo tem um motivo e talvez a saída dos três veículos fosse uma providencia para que eles não passassem por problemas maiores e o grupo idem, nada na vida é por acaso e Serra do Sol não admite imprudência, excesso de coragem ou falta de controle.

Após o retorno de Raul começaram as pirambeiras, subidas com mais de 100 metros, ângulos absurdos e muita pedra solta. Curva nos altos dos morros fechadas, errou se cai 20 metros de altura ou até mesmo 200 metros. Matas com atoleiros absurdos, valas que engoliam nossos carros. No final da primeira serra que subimos copiamos os gaúchos de Novo Hamburgo e que estavam a nossa frente, marcamos de nos encontrarmos onde eles parassem para acampar, seguimos nosso trajeto, muitos trechos de deixar qualquer um assustado, Domenico 1 e 2, Retentor, Piriquitinha, Ladeira do índio, Retentosinho, Subida dos Marcos, etc. estes são alguns nomes dos locais mais perigosos que enfrentamos, sempre o nome é batismo de algo, agora onde o Raul virou ficou conhecido como Ladeira do Peruano e assim vai.  Meu maior problema era meu carro, que ainda falhava devido ao diesel batizado que me deixou sem potencia, o pesadelo de ficar no meio de uma subida era grande, além disso, estava usando os pneus errados para o tipo de terreno, me faziam cair nos facões deixados pelas chuvas e aliado a falta de potencia era um grande desafio.

 


Rodamos o dia inteiro, chegou à noite e estávamos em um lugar não muito bom para acampar, pedi ao Evandro que se fosse possível e ele se sentisse confiante no grupo nos levasse pela noite até um igarapé para acamparmos, ele falou que quatro quilômetros depois dos índios, havia uma pequena aldeia no meio do nosso trajeto, só que para chegar teríamos de descer a Ladeira do índio a noite. Coloquei o grupo pra rodar informando que era preciso para poder acampar em um bom lugar, seguimos pela noite, não muito, mas pegamos o pior trecho à noite, tem um lado positivo, pelos menos não se via a altura da queda... rsrsrs!

Ao nos aproximarmos dos índios, algumas serras atrás, os gaúchos copiaram nosso rádio e nos informaram que estavam acampados na aldeia que não deveríamos descer devido o perigo que passaram durante a tarde naquele trecho, mas adrenalina a mil seguimos em frente, mas não ficaríamos na aldeia, uma vez que Evandro nos falou que os índios são complicados e costumam extorquir as pessoas que por ali ficam. Descemos aos poucos e chegamos aos índios, para passar pela terra deles cobravam R$ 30,00 por carro, haviam cobrado R$ 50,00 ao pessoal do Sul para poderem pernoitar, como sabíamos que era confusão não iriamos ficar, o chefe dos índios se irritou com isso e cobrou os mesmos R$ 50,00 por carro para não termos problemas, mas mesmo assim a passagem foi estressante, confusa e dissemos aos gaúchos para nos seguirem, ficaram meio sem entender, mas resolveram nos seguir diante do clima tenso entre nosso guia e o cacique, desarmaram acampamento e nos seguiram, mas mesmo assim tiveram seus talheres e utensílios de cozinha roubados pelos índios. Após o clima tenso seguimos para um igarapé onde fizemos nosso acampamento.

Perigos e deslumbre: No primeiro dia passamos por vários trechos perigosos, muitas vezes víamos carro parados no meio de uma subida íngreme aguardando o carro da frente colocar o guincho e puxar, tensão absoluta, afinal se o freio falhasse estaria a poucos passos de um acidente que poderia ceifar vidas. Cada subida um desafio para o piloto, os zequinha e para a maquina, confiança total no equipamento e no nosso guia, foram momentos tensos, mas chegamos ao nosso primeiro acampamento.


À noite os grupos ficaram separados, mas mesmo assim interagindo, era primeira noite de acampamento com o grupo quase completo.

 


 

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