| 2008 - Dia 4, 5 e 6 |
|
01/04/08 Quarto dia da expedição por Sérgio Holanda: Hoje, 01/04/08, saÃmos de Carolina à s 7:30hs. Chovia desde 1:00h. Seguimos em direção a Marabá e pegamos duas balsas no caminho, uma no Rio Tocantins e outra no Rio Araguaia.
Em São Geraldo do Araguaia conhecemos as futuras istalações da Master Boi e seguimos para Marabá. Como terÃamos tempo disponivel, fomos direto para a cidade de Itupiranga, 45 km depois de Marabá e já dentro da trasamazônica Off Road. Clique nas fotos para visualizá-las em tamanho maior. Neste dia se juntou ao nosso grupo o restante do pessoal, Jeison e seu irmão ambos do Mato Grosso e o cearense Themoteo, fechando assim nosso grupo de expedicionários que apartir de agora começarão o enfrentamento. 02/04/08 Quinto dia da expedição por Sérgio Holanda: Em Itupiranga fizemos alguns ajustes nas viaturas: troca dos pneus da Land Rover por lameiro; troca dos pneus do Troller de Carlinho por Fronteiras e conserto no escapamento do Troller de Themoteo. Após uma entrevista para a Rádio local e fotos para o site da prefeitura, seguimos para a transamazônica. Na entrada da estrada fizemos uma oração agradecendo a oportunidade de podermos estar ali e pedimos para que Deus olhasse por nós e por nossas famÃlias.
SaÃmos em direção a Altamira, um pouco apreensivos, uma vez que nos informaram que assaltos são comuns no trecho entre Marabá e Novo Repartimento, e que nos últimos dois dias houvera assaltos a veÃculos nesse trajeto no final da tarde. Mas logo a apreensão deu lugar a excitação de estarmos naquele lugar e realizando uma sonho comum a todos que estavam presente. Com nosso comboio, de sete carros, seguimos para Altamira e fomos agraciados com um sol que não vÃamos a mais de quatro dias, o que fez nosso deslocamento ser mais rápido e seguro. No caminho nos deparamos com alguns atoleiros leves; veÃculos pequenos conseguiam transpor, as carretas aguardavam a lama secar para fecharem as reieiras e seguirem viagem.  Após uma parada para almoço em Novo Repartimento seguimos viagem, mas depois de 30 km nos deparamos com um conserto emergencial em uma ponte. Isso nos deixou mais de 3 horas parados, junto com caminhões, ônibus e muita gente. Embora tivéssemos perdido tempo (e isso nos motivou a pernoitar em Pacajá), tivemos a oportunidade de conversar com muita gente, caminhoneiros, moradores da região, madeireiros, garimpeiros e outros. Assim nos deparamos com outra realidade, uma outra versão dos fatos que estamos acostumados a escutar na imprensa.  Um dos fatos que nos chamou atenção foi um comentário sobre o Ibama ter liberado uma área de 1200 hectares para pasto, e em contrapartida não permitir a extração e venda da madeira. Ora, se vai devastar uma área de mata por que não aproveitar a madeira nela existente? Resultado: 1200 hectares de floresta queimada e nenhum aproveitamento de madeira, (isso gera de imediato a retirada ilegal em outra área, coisa que não seria necessária, uma vez que esse volume de área devastada seria o suficiente para alimentar por mais de 5 anos várias madeireiras). Outra história foi a de um fazendeiro que está a mais de 4 anos tentando oficializar uma reserva florestal e simplesmente os órgãos competentes não fazem o menor esforço para que isso aconteça. O que ficou explÃcito em conversas foi que o governo cria burocracia que gera a irregularidade e em contrapartida gera a violência na Região Norte. Ao chegarmos a Pacajás, 19:30hs, a Hilux teve o radiador perfurado por algum objeto, provavelmente alguma pequena pedra (proveniente de um veÃculo a frente ou cruzando), o que configura que no mundo off road a madrinha sempre sofre! E nas verificações após parada, constatamos vazamento nos retentores dos dois Trollers T4 2004 de Jeison e Themoteo, ambos nos diferenciais dianteiros. Isto vai acarretar a necessidade de se andar com a roda livre desligada, sendo acionada apenas nas travessias de lama, ao passo que só conseguiremos os retentores em Santarém ou Manaus. O Troller de Themoteo também apresenta um rolamento dianteiro roncando e os dois amortecedores traseiros estourados. O Troller T4 2008 de Carlos Mustang apresentou um vazamento no diferencial traseiro, certamente porque em PÃcos (PI), o funcionário do posto (onde foi feita a troca do óleo) não colocou um anel de vedação novo.  A manhã de quinta-feira será para resolver o problema no radiador da Hilux. Depois sairemos com destino a Altamira ou o mais próximo de Santarém, todavia nós ainda estamos com a programação sendo cumprida. Certamente na sexta a noite estaremos em Santarém para receber nosso amigo Muniz e retornar a transamazônica seguindo direto para Itaituba com destino a Humaitá e Manaus. O Trecho mais pesado e preocupante da expedição, porém o mais esperado e desejado pelos participantes. Até o presente momento rodamos 2.437 Km em 39 horas e 58 minutos de deslocamento. Destes pelo menos 1.800 Km foram de muita chuva, o que nos preocupa bastante no que teremos pela frente (diariamente assistimos os noticiários e vemos o estado de calamidade que está vivendo essa região). Em Marabá observamos o rio invadindo alguns locai da cidade. Algumas cidades pequenas no trajeto estão embaixo d’à gua. Nosso deslocamento foi tranqüilo porque fez sol o dia inteiro e da mesma forma que a chuva prejudica a estrada o sol seca rápido e permite desenvolver uma velocidade maior.  Foto da pousada onde os participantes passaram a noite
03/04/08 Sexto dia da expedição por Sérgio Holanda: Logo cedo a Hilux foi levada para fazer o serviço no radiador. Na desmontagem descobrimos o que aconteceu, a buraqueira da estrada fez o protetor das pás do acoplamento viscoso se soltar. O impacto fez com que elas rasgassem a parte superior do radiador.
Depois de resolvido o problema, verificamos que o Troller de Themoteo estava com os dois amortecedores traseiros estourados, mas como Carlinhos Mustang havia levado outros de reserva, fizemos à troca. No decorrer do caminho o Troller de Themoteo apresentou alguns inconvenientes: a barra estabilizadora dianteira estava partida e a luva do diferencial dianteiro estava apresentando folga. A estrada para Altamira estava completamente seca, já que não chovia há dois dias (e o barro seca com apenas um dia de sol). Por isso nosso trecho foi todo em poeira. Embora um pouco desapontados por isso, tivemos, por outro lado, a velocidade média maior a nosso favor. Mas existiram alguns incovenientes; muitos veÃculos da região andavam em alta velocidade para o tipo de terreno e por varios momentos quase tivemos acidentes sérios.
No trecho entre Pacajás e Altamira, além de não vermos a floresta, só fazenda e desmatamento, várias partes estavam sendo topografadas, o que, segundo o pessoal da região, é sinal de que a estrada está chegando.  Em Altamira verificamos que o Troller de Carlinho Mustang também estava vazando pelo diferencial dianteiro direito e pedimos por telefone a Muniz - que irá nos encontrar em Santarém no sábado - para trazer de Recife as peças. Devemos ressaltar que os Trollers que estão apresentando problemas nos retentores utilizam pneus acima das medidas originais. Clique para visualizar em tamanho maior Em Altamira fomos recepcionados por duas equipes de TV local, SBT e TV Record. Após uma entrevista seguimos para o Hotel e tomamos um banho para tirar a poeira e conhecer a cidade, que, diga-se de passagem, é bem estruturada e de grande porte para a região. Com uma bela vista para o Xingu, Altamira apresenta-se como uma grande base de distribuição de materiais e bens da região.  << Voltar    ||   Continua ... >>Indice |
































